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Reguladores criam sistema de monitoramento global para moedas virtuais

A medida faz parte de uma iniciativa assinada pelo G20 em março deste ano

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Nesta segunda-feira, dia 16, o Comitê de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) apresentou um sistema para monitoramento global do mercado de criptomoedas. O objetivo é avaliar e manter vigilância sobre a saúde do setor, realizando análises de risco, indicadores de performance e mantendo vigilância contra crimes financeiros.

Para o FSB, o setor ainda está engatinhando e, por isso, ainda não oferece risco à econômica global. Entretanto há temor em relação ao seu crescimento, principalmente no que diz respeito ao financiamento de startups e novas empreitadas com o uso de ofertas iniciais de moedas. Outro ponto de preocupação é a possível utilização das criptomoedas para crimes como lavagem de dinheiro e terrorismo.

O grande foco do framework é a análise de riscos, principalmente na medida em que transações, perdas e ganhos com as criptomoedas “espirram” no sistema financeiro tradicional. O monitoramento se dará sobre volumes de transação, margens de derivativos e futuros ligados às moedas virtuais, assim como os movimentos de subida e descida das cotações.

Segundo o FSB, o sistema não funcionará como apoio a algum tipo de autoridade legal ou regulação oficial e sim como uma métrica do que está por vir e dos desafios enfrentados por nações e investidores. As medidas oficiais são de responsabilidade de cada nação, de com a realidade local em termos de economia e legislação.

A medida tem como objetivo trazer pouco de previsibilidade para o setor, fornecendo mais informações para que investidores e empresas interessadas em trabalhar com ICOs e outros tipos de financiamentos ligados às moedas virtuais possam ingressar nesse mercado.

Na iniciativa, a FSB trabalha em parceria com o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, um grupo estabelecido pelo G10 e que conta com representantes de 27 países, incluindo o Brasil. O grupo é responsável pela criação de padrões de conduta e melhores práticas para o sistema financeiro.

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Fonte: Reuters. Foto: Divulgação.