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Trump deve assinar ordem que abre caminho para proibição da Huawei nos Estados Unidos

A ordem não deverá citar empresas e países específicos

Trump deve assinar ordem que abre caminho para proibição da Huawei nos Estados Unidos Trump deve assinar ordem que abre caminho para proibição da Huawei nos Estados Unidos

Ainda nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar uma ordem que proíbe empresas norte-americanas de usarem equipamentos de telecomunicações fabricados por companhias que representam risco à segurança nacional. A medida abre caminho para o veto de negócios com a empresa chinesa Huawei, de acordo com informações coletadas pela agência de notícias Reuters.

A decisão executiva está sendo analisada há mais de um ano e não deverá citar empresas e países específicos. Entretanto, o documento já foi adiado repetidamente e, segundo fontes ouvidas pela Reuters, isso pode acontecer novamente.

A ordem executiva deve invocar a Lei dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que dá ao presidente norte-americano a autoridade de regular o comércio em resposta a uma emergência nacional que ameaça o país. O pedido deverá direcionar o Departamento de Comércio a elaborar um plano para a execução, trabalhando com outras agências do Governo.

Caso a ordem executiva seja assinada, ela será publicada em um momento conturbado na relação dos Estados Unidos e China. As nações travam uma guerra comercial, com os Estados Unidos elevando tarifas de importação sobre bilhões de dólares em produtos do outro, ação que foi retalhada com tarifas impostas sobre produtos norte-americanos.

Os Estados Unidos alegam que equipamentos fabricados pela a Huawei, terceira maior fabricante mundial de smartphones, podem ser sendo utilizados pelo governo chinês para espionagem. A empresa já negou repetidamente as acusações e não comentou a nova medida norte-americana. A Casa Branca e o Departamento de Comércio também não se pronunciaram.

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse durante uma reunião diária em Pequim na quarta-feira, dia 15, que os Estados Unidos estão “abusando de seu poder nacional” para “difamar deliberadamente” e suprimir certas empresas chinesas. “Isso não é honroso, nem é justo”, disse ele.

Fonte: Reuters. Foto: Divulgação.