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Climate tech brCarbon é parceira da ONU na iniciativa Década das Nações Unidas

Programa internacional atua na prevenção e reversão da degradação dos ecossistemas

Climate tech brCarbon é parceira da ONU na iniciativa Década das Nações Unidas Climate tech brCarbon é parceira da ONU na iniciativa Década das Nações Unidas

A climate tech brCarbon é um dos atores da Década das Nações Unidas, iniciativa da ONU com o objetivo de prevenir, deter e reverter a degradação dos ecossistemas em todo o planeta. O anúncio da parceria ocorre enquanto o mundo debate ações contra o aquecimento global durante a 27a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 27, no Egito, que começou neste domingo, dia 6. 

“O mundo está atrasado demais no combate ao aquecimento global. Precisamos de ações concretas, efetivas e urgentes”, alerta o engenheiro ambiental, diretor e fundador da brCarbon, Bruno Matta. ​​Entre os desafios da conferência climática, está traçar estratégias para limitar o aquecimento global a no máximo 1,5ºC, colocando em prática as ações para cumprir a meta estabelecida no já antigo Acordo de Paris, de 2015. Na época, foram definidos planos com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para limitar o aumento médio de temperatura global a 2ºC.

Mundialmente lançada em 2021 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização de Alimentação e Agricultura (FAO), a Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas tem um papel fundamental no alcance da Agenda 2030, além de contribuir diretamente para o cumprimento de importantes conferências ambientais da ONU. ​​No Brasil, por exemplo, o objetivo é que os parceiros trabalhem para se capilarizar para todos os biomas e estados. Oficial de projetos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Matheus Couto reforça: “Estamos vivendo um momento de grande degradação ambiental, mas ainda é possível revertermos este quadro, as soluções baseadas na natureza podem oferecer um terço da mitigação dos efeitos da mudança climática e evitar até 60% da extinção de espécies esperadas até 2050”.  

Mercado de carbono – O mercado de crédito de carbono tem um papel crucial no combate ao aquecimento climático e será um dos assuntos em pauta na COP 27. A expectativa é de que haja avanços nos princípios básicos de funcionamento do setor, com definições como estrutura e a governança da entidade que fará o registro dos créditos de carbono a nível global, como se darão as transações entre países e entre entes privados, mecanismos para resolução de conflitos e padrões de certificação.

No Brasil, hoje o mercado de carbono é voluntário, ou seja, ninguém é obrigado a participar. Mas, além de sustentável, a adesão tem se mostrado lucrativa. Os proprietários de terras que aderem à iniciativa, abrindo mão do direito de desmatar legalmente suas áreas florestais e reduzindo suas emissões, podem acessar recursos financeiros do mercado voluntário de carbono.

Foto: Divulgação.