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NFTs cumprem papel educacional sobre web3 na Bienal de Arte Digital

Lançamento da coleção de tokens não fungíveis da Bienal acontece nesta sexta-feira

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A Bienal de Arte Digital ocupa até 22 de janeiro do ano que vem os quatro andares do Oi Futuro, no Flamengo. O evento aposta no alinhamento entre arte e tecnologia.

Em parceria com o artista digital Pug Club Gang autor de coleções de NFTs do famoso cãozinho “Pug”, a Bienal oferece NFTs gratuitos para o público colecionar. Ao todo serão 10 mil NFTs, cada qual com diferentes características. O lançamento da coleção da Bienal acontece nesta sexta-feira, dia 25. 

Sob formato de avatar, os NFTs têm múltiplos temas em apoio à diversidade de corpos, gêneros e sexualidades. Através do site oficial e do Discord da Bienal, os interessados poderão conferir as instruções de como cunhar seu NFT, que pode conter temas LGBTQIA+, indígenas, raciais ou relacionados ao universo da arte, a personagens da cidade do Rio de Janeiro ou à cultura digital. Haverá ainda NFTs premiados aleatoriamente que irão render brindes exclusivos para os sortudos que os encontrarem e puderem retirar os brindes no Oi Futuro no Rio. Um deles, dentre 10 mil NFTs, dará acesso à comunidade Pug Club Gung com benefícios exclusivos. 

Segundo os desenvolvedores Carioca NFT (Gabriel) e o Artista Pug Club Gung, a ideia, além de divertida, tem caráter educacional: “Desejamos ajudar as pessoas a terem uma carteira digital na web, criarem seu lugar na blockchain e se incluírem nesse universo”. 

Nesta edição, o tema é “ Condições de Existência”. Em seu texto de apresentação da Bienal de Arte Digital, Tadeus Mucelli, curador artístico e criador do Festival de Arte Digital, explica: “uma bienal é como um livro que, através de capítulos, tentamos dar voz a narrativas e visões, formas de ‘ser’ e ‘ver’ no mundo com as coisas sencientes. E quando dizemos “coisas” estamos incluindo uma ontologia digital (da vida) em interseção ou sobreposição a ontologia humana (de estar no mundo). Onde formas, processos e modos de existir convivem quase que onipresente com o que entendemos por ‘sersientes’, numa aproximação além de biorgânica e biotecnológica. Um olhar mais holístico que considera as terceiras partes (algoritmos, computação inteligente, formas digitais de ‘vida’) muito presentes em nosso cotidiano. 

Bienal de Arte Digital – Realizada em 2018 no Rio e em Belo Horizonte com um público de mais de 70 mil pessoas, a Bienal de Arte Digital foi promovida pelo FAD, com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro. A programação contou com artistas do Brasil, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, Itália, México e Reino Unido, apresentando exposições, performances e simpósios com o tema “Linguagens Híbridas”. A proposta da Bienal é se tornar uma agenda nacional de arte digital e mostrar a cada dois anos obras e exposições que reflitam temas sociais importantes, evidenciando que a arte possibilita à tecnologia exibir suas experiências sociais.

Foto: Divulgação.