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A importância da Matriz de Risco na concessão de crédito

Para praticamente todas as empresas do segmento financeiro, a inadimplência dos seus usuários é o principal desafio a ser controlado.

A importância da Matriz de Risco na concessão de crédito A importância da Matriz de Risco na concessão de crédito

Por Tiságoras Mariani, Daniela Froener e Layon Lopes* 

Quando uma pessoa deseja realizar um empréstimo ou cartão de crédito, por exemplo, a primeira medida a ser adotada pelo banco ou instituição de pagamento é a realização da análise de crédito. Essa medida, costumeiramente adotada por empresas do segmento financeiro, faz parte de uma Matriz de Risco, que demonstra à empresa a probabilidade desta pessoa atrasar seus pagamentos e o impacto que a inadimplência terá na instituição.

O que é a matriz de risco?

De forma resumida, a Matriz de Risco é uma ferramenta de Compliance que auxilia as empresas a visualizarem a probabilidade de um determinado fato ocorrer, e qual o seu impacto dentro da empresa. Existem diversas formas de estruturar uma Matriz de Risco, mas, de um modo geral, cada risco identificado pode ser enquadrado como: risco baixo, risco médio, risco alto e risco extremo. 

Para que seja possível definir o enquadramento do risco, são analisados fatores de probabilidade e impacto do fato. Após, é definida uma pontuação, que gerará o enquadramento do risco. A título meramente exemplificativo, apresentamos abaixo o seguinte quadro:

Há diversos tipos de probabilidade e impacto que podem ser adicionadas na Matriz de Risco, e tal fator dependerá dos interesses da instituição financeira ou de pagamento.

Qual a importância da Matriz de Risco na concessão de crédito?

A Matriz de Risco é uma ferramenta fundamental para quaisquer empresas, e para as fintechs é a oportunidade de melhoria para a realização de gestão de Risco de Crédito. De acordo com o Banco Caixa Geral, Risco de Crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação.

De acordo com Giovani Brito e Alexandre Neto no artigo “Modelo de classificação de risco de crédito de empresas”, o risco de crédito pode ser avaliado a partir dos seus componentes, que compreendem o Risco de Default, o Risco de Exposição e o Risco de Recuperação. O primeiro está associado à probabilidade de ocorrer um evento de default com o tomador em um certo período de tempo, enquanto o Risco de Exposição decorre da incerteza em relação ao valor do crédito no momento do Default. E, por fim, o Risco de Recuperação refere-se  à incerteza quanto ao valor que pode ser recuperado pelo credor no caso de um default do tomador.

Para Brito e Neto, o Risco de Recuperação depende do tipo do default ocorrido e das características da operação de crédito, como valor, prazo e garantias. O Risco de Default é também tratado por “risco cliente”, pois está vinculado às características intrínsecas do tomador de crédito. Os riscos de exposição e de recuperação são tratados por “risco operação”, uma vez que estão associados a fatores específicos da operação de crédito.

Todos estes riscos são identificados na Matriz de Risco, que oportunizarão melhorias para mitigar danos à empresa.

E para as fintechs?

Para as fintechs, a inadimplência é um dos principais desafios a serem enfrentados, haja vista que necessitam de caixa para a execução de seus serviços. Embora endêmico em todas as empresas do segmento financeiro, para que a exposição ao risco da inadimplência seja corretamente identificada, medida, administrada e controlada, é fundamental a implementação de tomadas de decisões que melhorem o aproveitamento das possibilidades de negócio. 

O Serasa Experian esclarece sobre o tema que ao conceder crédito para alguém, não basta apenas analisar o  seu histórico. Também é preciso estar atento às mudanças no segmento do mercado, pois, dependendo, poderá gerar um aumento significativo nos índices de inadimplência.

Desta forma, podemos afirmar que é fundamental para as fintechs a realização da Matriz de Risco para concessão de crédito. Pois, serão estabelecidos parâmetros para permitir a avaliação com precisão do perfil de quem pretende se tornar cliente, evitando a redução do fluxo de caixa em períodos difíceis. 

Por fim, é recomendável que a fintech busque uma assessoria de Compliance para auxiliar na elaboração da matriz de risco, métricas de gestão e tomadas de risco.

Dúvidas? A equipe do Silva | Lopes Advogados pode te ajudar!

Lopes é CEO do Silva Lopes Advogados, Froener é COO e Mariani é integrante do time do escritório.

 

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